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JARDINAGEM
Se o solo escolhido for conhecido, ou seja, possui nutrientes necessários
para as plantas, então não é preciso adubar. Se o solo for pobre em nutrientes deve ser feito uma adubação. A adubação é dividida em dois tipos, a adubação química(quando
é utilizado adubo industrializado que é constituído de nitrogênio, fósforo e potássio, o chamado NPK) e a orgânica (quando
é usado resíduos animais, como por exemplo fezes de bovinos, ou vegetais, os quais contêm nitrogênio). As vantagens e desvantagens das duas adubações é que a adubação
orgânica tem como resultado caracteres físicos que a química não pode oferecer, como por exemplo aumento da permeabilidade
do solo e capacidade de absorção de água e redução da coesão do solo ou seja não empoça água e nem empedra. O problema é que
os adubos orgânicos para suprirem as necessidades dos vegetais, precisam ser administrados em grandes quantidades, ao passo
que os químicos como são concentrados, é utilizado uma quantidade muito menor. Em um jardim residencial, pode-se usar os dois tipos de adubação, se o solo for muito argiloso usa-se mais a adubação orgânica e se for mais arenoso, o recomendado
é a adubação química. Os adubos nunca devem ser administrados diretamente na raiz, sempre coloca-se ao redor da planta para
que ela absorva gradativamente. Os adubos químicos podem ser adquiridos em floriculturas, casa
agropecuárias e a quantidade a ser utilizada deve ser recomendada por um agrônomo, que determinará a fórmula e a quantidade
adequada. Deve-se seguir a risca as recomendações do agrônomo, pois uma diminuição na dosagem pode não obter um resultado
satisfatório e o excesso pode queimar a planta causando a morte. Nas casas especializadas, vende-se o adubo já preparado,
sem que se tenha o trabalho de fazer o cálculo da quantidade de nutrientes. Pode-se conseguir um adubo orgânico em casa, usando-se restos orgânicos
de animais e vegetais misturando-se três partes de restos vegetais para uma parte de restos animais revolvendo tudo e deixando
descansar para fermentar. Os restos vegetais podem ser folhas secas, palhas, papel,etc.,
e os orgânicos são os diversos estercos como os de galinha, bovinos, sangue, etc. Depois de feito o monte, deixa-se fermentar por uns quinze dias
mantendo sempre úmida e não encharcada revolvendo o monte uma vez a cada quatro dias mais ou menos, colocando as partes internas
do monte por cima para que a fermentação fique por igual. Se o monte ficar em lugares muito abertos onde venta muito e pode
pegar chuva, coloca-se um plástico para evitar o ressecamento ou o encharcamento.
Depois a cada quinze dias, revolver
o monte uma vez até completar noventa dias, quando estará pronto para ser utilizado. O revolvimento do composto é importante
pois promove a fermentação de forma aeróbica que desprende gás carbônico e repele as moscas, não havendo revolvimento, a fermentação
se dá anaerobicamente o que vai provocar mau cheiro e moscas.
O solo apresenta potencial de hidrogênio, ou seja pH, e varia de 0 a 14. Se
o pH for 7 ele é considerado neutro, abaixo de 7 é considerado ácido e acima é básico. O solo pode ser analisado através de
um aparelho que chamamos de pHmetro ou em um laboratório específico. A maior parte dos solos do Brasil é ácido, variando o pH entre
5 e 5,5. A correção é feita com adição de cálcio ou magnésio, esse processo chama-se
calagem. A calagem deve ser feita 30 dias antes do plantio, sendo que o material
mais usado é o calcário dolomítico. Pode-se usar também a cal virgem desde que aplicada nas dosagens corretas. Para um solo alcalino, que pode provocar o enrolamento das margens
das folhas ou queda das mesmas, ou também fazer com que o florescimento diminua, as raízes se desenvolvam mal etc., usa-se
gesso residual ou sulfato de ferro para acertar o pH. Alguns solos podem conter sal, impedindo a germinação das plantas,
podem provocar queima das folhas ou matar a planta. Uma irrigação periódica pode ajudar na diluição desses sais. Antes de se plantar é necessário revolver o solo a fim de descompacta-lo
e deixa-lo solto para que as raízes desenvolvam-se adequadamente. Deve-se revolver o solo aproximadamente a uma profundidade de 30 cm, passando posteriormente o ancinho para eliminar torrões maiores, pedras, galhos,etc. Depois de pronto o solo, abrem-se as covas, o tamanho recomendado
para o plantio de árvores é de 60 cm de largura por 60 cm de comprimento com 70 cm de profundidade. Para arbustos o tamanho é de 40 cm de largura por 40 cm de comprimento e 50 cm de profundidade. A terra retirada para fazer a cova, será usada para fazer a mistura
que cobrirá a cova. Faz-se uma mistura da terra com adubo orgânico na proporção de duas partes de solo para cada parte de
adubo orgânico. A essa mistura acrescenta-se o adubo químico constituído de fósforo e potássio, acrescenta-se também a mistura
como outra opção, a torta de mamona que contêm os três nutrientes, porém em quantidades menores. A aquisição das mudas podem ser feitas em lojas especializadas
e em viveiros, fique atento a doenças ou pragas que podem já estar nas mudas, procure não adquirir plantas com ramos quebrados,
cascas rachadas, de aparência pouco viçosa,etc. Em relação as raízes, verifique se as mesmas ocupam o solo do vaso
de modo denso e uniforme, se estiver enroladas nas paredes, indica que a planta já está há muito tempo no mesmo. Quando as
mudas estiverem enroladas em estopa, verifique se está bem amarrada no torrão que deverá estar duro ao toque, pois se estiver
mole e a estopa frouxa, é provável que as raízes estejam danificadas e a árvore pode não suportar o plantio. Em relação ao tamanho da muda, é melhor escolher mudas de tamanho
pequeno, se for muda de árvore escolha em torno de um metro de altura, pois oferecem menos problemas no transporte, o seu
plantio é mais simples e a adaptação da planta ao solo é mais fácil. Um outro cuidado a ser tomado em relação as mudas, é o de se retirar
as mudas do seu recipiente atual que pode ser lata, saco plástico,etc. e mergulhar em água por aproximadamente 5 minutos.
Esse procedimento é importante porque os torrões chegam ressequidos pela demora no transporte ou pelo calor e, se as mudas
forem colocadas nas covas, mesmo regando logo após o plantio, a água escorrera´pelos torrões e só um tempo depois é que vai
absorver a água. Pode ocorrer a morte da muda simplesmente pela falta de água, não adiantando em nada as regas. Algumas mudas podem ser adquiridas com suas raízes expostas, chamadas
de raízes nuas, como por exemplo o castanheiro, pessegueiro, uva, ameixeira, nectarina, macieira, etc. Nesse estado é importante
manter sempre úmida até que seja feito o plantio, podemos envolver as raízes com panos ou deixa-las em um recipiente com água. A melhor época para se fazer plantio é a época das chuvas, de preferência
em dias sem sol, antes ou depois de uma chuva, ou ao entardecer. Não esqueça que deve-se retira a muda do seu recipiente atual,
como por exemplo sacos plásticos, latas,etc. Para começar o plantio, deve-se colocar uma mistura de tal modo
que seja suficiente para que o nível do torrão seja o mesmo do terreno, evitando o sufocamento do caule. Para o preechimento
das covas, a cada 20 cm, é preciso irrigar para que a terra assente no fundo, evitando bolsas de ar. Após o plantio, devemos fazer uma coroa em volta da muda que deve
ser aproximadamente um pouco mais larga que a copa da muda com uma profundidade de 5 cm . Aplica-se então um adubo nitrogenado
de cobertura, que pode ser o salitre do Chile ou o sulfato de amônia na proporção de
40g por cova para arbustos e 100g por cova para árvores, não colocar o adubo junto aos caules, pois podem queima-los. As pragas mais comuns que encontramos em um jardim são, as cochonilhas,
os pulgões, os trips, os ácaros,as formigas, as lagartas, gafanhotos e grilos. As cochonilhas são insetos da ordem Homóptera, e se fixam na parte
inferior das folhas e de galhos novos, formando colônias esbranquiçadas, chamadas de cochonilhas de escamas. Existem também
as cochonilhas cabeças de prego, cuja cor vai do castanho ao amarelo ou branco, medem aproximadamente 5mm, são recobertas
por uma camada de cera que as protege da água e contra inseticidas. Pode-se combater as cochonilhas pulverizando a cada quinze
dias, com um inseticida fosoforado não sistêmico misturado a um óleo emulsionável, que recobre as carapaças e asfixia as cochonilhas. Sugam a seiva da planta fazendo com que o crescimento estacione,
excretam um líquido adocicado que faz com que os caules e a folhas fiquem pegajosos. Os pulgões pertencem a ordem Homoptera também, são insetos com
forma de pêra medindo cerca de 3mm, sugam a seiva das folhas e flores, que ficam
encrespadas, brilhantes e pegajosas, pois do mesmo modo que as cochonilhas, eles excretam uma substância adocicada. Quando
o ataque dos pulgões é intenso, podem provocar um bolor preto que chamamos de fuligem. Para sua eliminação podemos esmaga-los
com as mãos ou lavar a planta com água e sabão, ou usar qualquer inseticida fosforado. Os trips ou lacerdinhas, são insetos muito pequenos, que causam
mal as plantas e podem também causar irritação na pele de pessoas e ardência nos olhos. As folhas ficam pálidas, quase prateadas,
e há formação de manchas pretas. O controle é feito pela queima dos ramos atacados e através de inseticidas organofosforados. Os ácaros são aracnídeos muito pequenos, formam teiazinhas na face
inferior das folhas, o que podem causar sua queda e tornar o caule torto e escuro. Combate-se o ácaro com um acaricida e isolamento
da planta para que não haja infestação das demais.
As formigas(ordem Hymenoptera),
gafanhotos e grilos(ordem Orthoptera), são as pragas mais vorazes para plantações em geral, podem acabar com um jardim em
pouco tempo, em lavouras causam muito prejuízos. As formigas podem ser combatidas com iscas que são carregadas pelas formigas
para dentro do formigueiro matando toda a casta, se não for muito grande. As lagartas, gafanhotos e grilos são eliminados
através de inseticidas piretróides. Existem três doenças mais comuns que ocorrem nas plantas que são
a murcha, o tombamento, e a orelha de pau. A murcha é causada por uma praga chamada nematóide, que causa o
murchamento repentino de todas as folhas da planta, as raies se deformam e aprodecem. O tombamento é causado por exemplo, por fungos produzidos em excesso
por umidade excessiva. As plantas tombam e morrem devido ao apodrecimento dos
seus caules. A orelha de pau é resultado de podas mal
feitas, onde a orelha de pau se desenvolve em troncos mortos e depois passa para os sãos corroendo seu lenho fazendo com que
a planta caia de uma hora para outra. |
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