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ACIDENTES POR HYMENOPTERAS

 

                  Os himenópteros importantes pertencem a três famílias que são: Apidae (abelhas), Vespidae (vespas) e Formicidade (formigas). possuem o corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen. dois pares de asas ou podem ser ápteros, e três pares de pernas.

                  Os hymenopteras dividem-se em duas subordens que são: Symphyta, espécies fitófagas com adultos apresentando abdômen aderente ao tórax, e Apocrita, a maioria das espécies é entomófagas e adultos apresentam o abdômen separado do tórax por uma forte constrição. A subordem Apocrita divide-se em Terebrantia (possui ovipositor) e Aculeata (possui acúleo ou ferrão).

                  

 

ABELHAS

 

                  As abelhas possuem pêlos ramificados ou plumosos, principalmente na região da cabeça e tórax. A sua cintura (ligação do abdômen e tórax) é menos diferenciada.

                  O ferrão dos aculeata divide-se em duas partes, uma é formada por uma estrutura muscular e quitinosa (responsável pela introdução do ferrão e do veneno) e outra parte glandular (secreta e armazena o veneno).  Quanto ao aparelho de ferroar, os Aculeata dividem-se em dois grupos; os que apresentam autotomia (quando ferroam, perdem o ferrão, injetando maior quantidade de veneno, mas morrendo depois de ferroar pela perda do aparelho e parte das estruturas do abdômen. E os que não apresentam autotomia, onde o aparelho de ferroar pode ser usado várias vezes.

                  Uma das abelhas que causam acidentes no Brasil é a Apis mellifera mellifera, que foi introduzida no Brasil em 1839 e em 1870 as abelhas italianas, Apis mellifera ligustica.

                  Em 1956 foram introduzidas as abelhas africanas, Apis mellifera scutellata. As abelhas africanizadas (abelhas africanas e seus híbridos com as abelhas européias), encontram-se em toda a América do Sul, América Central e parte da América do Norte.

                  O veneno da Apis mellifera é uma mistura de substâncias químicas com atividades tóxicas como; enzimas hialuronidases e fosfolipases, peptídeos ativos como melitina e a apamina, aminas como histamina e serotonina e outras.

                  Podem ocorrer duas reações em decorrência da picada que são alérgicas (com uma só picada) e tóxicas ( várias picadas).

                  O tratamento da vítima picada, deve ser feito primeiro a retirada dos ferrões que deve ser da seguinte maneira, retirar os ferrões com uma lâmina e não com uma pinça, caso contrário você pode inocular  veneno existente pela compressão. Aplicar um analgésico em caso de dor muito forte, aplicar anti-histamínicos tomando o cuidado com reações muito graves, os quais o anti-histamínico não controlará. Deve ser procurado um hospital o mais rápido possível.

 

VESPAS

 

                  As vespas são insetos que possuem uma constrição bem acentuada na cintura, conhecidas também como marimbondos, existem espécies pequenas e grandes, como os pompilídeos (vespas que caçam aranhas).

                  Não se conhece muito sobre o seu veneno, apresentam reações cruzadas sendo que os efeitos locais e sistêmicos são semelhantes ao das abelhas. Não deixam o ferrão no local da picada. É comum encontrarmos vespeiros em beiras de rios na vegetação, que quando passamos com  o barco acabamos por esbarrar no vespeiro e sermos atacados.

 

 

FORMIGAS

 

                  As formigas pertencem a ordem Hymenoptera, superfamília Formicoidea, a casta é dividida em operárias e guerreiras ( não são capazes de reprodução) e rainhas e machos alados, que determinarão as colônias.

                  Uma formiga que causa acidentes dolorosos é a chamada tocandira, cabo verde ou formiga 24 horas, possui a cor negra e pode atingir até 3 cm, é encontrada nas regiões norte e centro oeste. Sua picada é muito dolorosa podendo causar edema e eritema no local, pode acompanhar calafrios, sudorese, taquicardia.

                  outro gênero de formiga é a Solenopsis que são as formigas lavapés ou formigas de fogo. Possui uma glândula conectada ao ferrão que é constituído por alcalóides oleosos onde existe uma fração chamada de Solenopsin A que tem efeito citotóxico. O tratamento pela picada de solenopsis pode ser feito através de compressas frias locais e aplicação de corticóides tópicos, usa-se também aplicar anti-histamínicos por via oral.

 

LEPDOPTEROS

 

                  A ordem Lepidoptera, inclui as borboletas e mariposas, na verdade quem causa acidentes são as suas fases larvais que são as lagartas ou vulgarmente chamadas de taturanas. Possuem cerdas, as quais, a são urticantes causando queimaduras graves nos acidentados.

                  Os acidentes causados por lagartas, recebem o nome de erucismo (onde erucae = larva), sendo as principais famílias causadoras conhecidas como; Megalopygidae, Saturniidae e Arctiidae.          

 

                  Os Megalopygidae (Podalia sp) são conhecidos também como lagarta-de-fogo, taturana gatinho. Possuem dois tipos de cerdas; as cerdas verdadeiras, que são pontiagudas e contém as glândulas basais de veneno e cerdas longas e coloridas que são inofensivas.

                  Os Saturnídeos (Lonomia sp, Automeris sp) possuem espinhos ramificados e pontiagudos com aspecto de um galho ramificado, e apresentam as glândulas de veneno no ápice. Apresentam cores esverdeadas, contendo no dorso e laterais, manchas e listras. O contato com as lagartas do gênero Lonomia podem provocar a síndrome hemorrágica, onde na região sul ocorre uma porcentagem grande de acidentes. Alguns sintomas podem aparecer após o contato com a lagarta que são, cefaléia, mal estar geral, náuseas, vômitos, ansiedade, mialgias.

                  Os Arctiidae (Premolis semirufa), são as lagartas que provocam a pararamose ou reumatismo dos seringueiros, ocorrem durante o ano todo. Os mais acidentados são homens, durante o trabalho da coleta de seiva, em alguns casos ocorrem lesões crônicas que atingem as articulações falangeanas.  Os sintomas do contato são dor, prurido, sensação de queimadura que poderá durar por horas ou poucos dias.

 

COLEOPTERA

 

                  Alguns gêneros de coleópteros (besouros), podem provocar irritações dermatológicas decorrente da liberação de substâncias tóxicas de efeito cáustico e vesicante.

                  Existe no Brasil a família Staphylinidae (gênero Paederus) e a Meloidae (gênero   Epicauta).