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Plantas Tóxicas













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PLANTAS TÓXICAS

Em nosso cotidiano, convivemos com plantas que podem ser tóxicas, as quais podem ocasionar até nossa morte, existindo algumas características quanto a intoxicação através delas.

A intoxicação pode ser aguda, que ocorre quase sempre por ingestão, geralmente crianças ou pessoas não esclarecidas. Intoxicação crônica, que decorre da ingestão continuada, acidental ou propositada de certas espécies vegetais.

Existe também a exposição crônica, evidenciada por manifestações cutâneas em decorrência do contato sistemático com vegetais. E pela utilização continuada de certas espécies vegetais sob a forma de pó para inalação, fumos ou infusões, a fim de obter efeitos alucinógenos ou entorpecentes.

As plantas que mais provocam intoxicação são as seguintes; Datura, Jatropha, Ricinus, Manihot, Dieffenbachia, Arum, Solanum, Pyracantha, Viscum, Sambucus. Na maioria dos acidentes, as vítimas são as crianças, pois a planta tem cores que são atrativas e aparentam ter um sabor agradável.

Devemos fazer uma prevenção de segurança em relação a isso, seguindo algumas regras básicas:

- Conhecer as plantas perigosas da região, residência, aspecto e pelo nome.

- Não comer plantas sem saber a procedência.

- Conservar plantas, sementes, etc., longe do alcance de crianças.

- Ensinar as crianças a não colocar nenhum objeto ou plantas na boca.

- Identificar a planta antes de comer seus frutos.

- O aquecimento ou cozimento, nem sempre destrõem a substância tóxica.

- Não tomar nenhum remédio caseiro sem antes consultar um médico.

- Evitar aspirar a fumaça de plantas que estão sendo queimadas.

- Não existem regras para práticas seguras para se distinguir plantas comestíveis das venenosas.

 

 

TRATAMENTO GERAIS PARA VÍTIMAS INTOXICADAS

O tratamento por qualquer tipo de intoxicação deve ser feito da seguinte maneira:

1- Diminuição da exposição do organismo ao tóxico:

Nos casos de intoxicação aguda, geralmente é porque ocorreu ingestão da planta ou alguma parte dela, o procedimento mais importante é o esvaziamento gástrico.

2- Aumento da eliminação do tóxico já absorvido:

É um importante procedimento para o tratamento das intoxicações de outros tipos, é usado medidas depuradoras renais ou extra-renais, visavam mais ao tratamento das graves complicações hepáticas ou renais.

3- Administração de antídotos:

É importante o uso de antídotos dependendo do caso, como por exemplo com a mandioca brava que quando ingerida libera cianetos, nesse caso administra-se nitritos e hipossulfitos.

4- Tratamento geral e sintomático:

Esta é uma etapa bastante importante, a qual vai influenciar no prognóstico do intoxicado.

PLANTAS COMESTÍVEIS QUE POSSUEM TOXINAS

Em nossa dieta cotidiana, existem plantas que possuem toxinas naturais, são substâncias químicas que podem atuar como toxinas. Se forem ingeridas em quantidades excessivas, durante um tempo prolongado, armazenamento ou processamento. As plantas que podem gerar um risco por serem perigosas são as que contêm ácido oxálico, glicosinolatos, lectinas, nitratos, saponinas e solaninas.

 

ÁCIDO OXÁLICO

Algumas plantas como o espinafre, ápio e algumas espécies de nabos contêm ácido oxálico, o Ruibarbo (Rheum raponticum) é a principal espécie que pode causar intoxicações.

As reações pela ingestão são; irritação digestiva, inclusive dor na boca e garganta, náuseas, vômitos, diarréia e cólicas abdominais. Podem ocorrer distúrbios renais são evidenciados por proteinúria, hematúria, oxalúria, oligúria e anúria.

GLICOSINOLATOS

Algumas plantas que contêm essa substância são; cebola (Allium cepa), colza (Brassica napus), mandioca (Manihot utilissima), mostarda escura (Armoracia lapathifolia), mostarda branca (Brassica hirta), nabo (Brassica campestris), rabanete (Raphanus sativus), repolho (Brassica oleracea). O tratamento é sintomático e de suporte e monitoração das funções renais.

Os glicosinolatos são encontrados nas Crussiferae, os tiocianatos, aparecem como produtos de decomposição de isocianatos existentes nos vegetais inibem a captação de iodo pela tireóide, podendo favorecer o aparecimento do bócio. O tratamento se faz com a interrupção do consumo e uma dieta rica em iodo.

LECITINAS

As plantas que contêm esse tipo de substância são as plantas do gênero Phaseolus como; feijão comum, feijão de corda, feijão de lima, lentilha, soja, feijão fava.

As lecitinas são proteínas que tem a propriedade de aglutinar eritrócitos em intensidade variável, são geralmente encontrados nas sementes, tubérculos, caules, casca, folhas e seiva. Sendo a maioria termolábil, o cozimento pode atenuar ou inativar sua ação.

Se forem ingeridos crus ou malcozidos, podem provocar náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia. O trtatamento é sintomático e de suporte.

NITRATOS

Algumas plantas como o espinafre, brócolis, couve-flor, pepino, nabo e sorgo são encontrados nitratos, que quando cozidos libera a maior parte de nitratos na água.

Os sintomas são mais observados em crianças que podem apresentar náuseas, cefaléia, vômitos. Em casos graves ocorrem distúrbios neurológicos, torpor, coma, convulsões, hipotensão arterial e disritmias. O sangue vai apresentar coloração achocolatada escura. Nos casos sintomáticos o antídoto é o azul de metileno via intravenosa.

SAPONINAS

As plantas que contêm esse tipo de substância são a alfafa, soja, beterraba, espinafre e aspargo. As saponinas são termolábeis, isto é, com o cozimento podemos atenuar ou inativar sua ação. Provocam distúrbios gastrointestinais, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia. O tratamento é sintomático e de suporte.

SOLANINAS

São encontradas geralmente nas Solanaceae, a batata é a principal planta comestível que provoca intoxicação. As folhas e caules de tomate se usados como alimento, podem contêr concentrações elevadas de solanina. Uma parte dessa toxina pode ser removida pelo cozimento.

Os sintomas causados pela intoxicação de ingestão de batatas são distúrbios digestivos, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, sonolência, delírios. O tratamento é sintomático e de suporte.

 

FUNGOS TÓXICOS

Várias espécies de fungos, são geralmente contaminantes de grãos e cereais, com capacidade de sintetizar toxinas que provocam efeitos lesivos em animais de laboratório, no ser humano e nos animais utilizados na alimentação humana, chamadas de micotoxicoses.

AS AFLATOXINAS

São cumarinas substituídas contendo um núcleo deidrofurano, existindo quatro tipos mais importantes, designados pela cor da fluorescência sob a luz ultravioleta (B1 e B2, luz azul) e G1 e G2, luz verde).

O principal produtor de aflatoxina é o Aspergillus flavus, as aflatoxinas são encontradas em diversos vegetais como o amendoim, semente de algodão, castanha do Pará, pistache, ervilha, milho, trigo, centeio, aveia, arroz, gergelim, soja e batata doce. O amendoim é o mais comum por estar contaminado, devido ao seu mau armazenamento em ambientes úmidos ou poucos ventilados.

As aflatoxinas são hepatotóxicas podendo determinar proliferação de ductos biliares, infiltração gordurosa e necrose centrolobular, apresentando também atividade carcinogênica. Um dos melhores tratamentos seriam as medidas preventivas diminuindo ou terminando a exposição.

 

 

 

COGUMELOS TÓXICOS

Os cogumelos são saprófitas, vivendo à custa de material orgânico em decomposição ou como parasitas, à custa de organismos vivos.

Existem duas classes de importância que são:

-Basidiomycetes; caracterizam-se por micélios de organização celular e pela produção em certa fase do ciclo de um tipo especial de esporângio, o basídio, que reveste as lamelas. Uma das ordens, Hymenomycetales (Agaricales), é importante pela toxicologia que inclui várias famílias contendo espécies venenosas:

Boletaceae (Boletus sp)

Coprinaceae (Coprinus sp)

Clavariaceae (Clavaria sp)

Agaricaceae ( Lepiota sp)

Amanitaceae (amanita sp)

Tricholomataceae (Tricholoma sp)

- Ascomycetes (Gyromitra sp, Sarcosphoera sp) caracterizam-se por apresentarem células saculares chamadas ascus, que expelem esporos através de uma pequena ponta ou cobertura.

A intoxicação provocada por cogumelos, apresenta aspectos que dificultam o atendimento médico e seu estudo.

Atualmente é conhecida várias espécies tóxicas, porém os dados descritivos são referentes a espécies de outros países. Uma espécie tóxica pode produzir efeitos muito variados, pode ocorrer de uma espécie ser comestível em uma região e tóxica em outra. Alguns cogumelos podem perder as propriedades tóxicas se cozidos ou ressecados, é importante a colaboração por um botânico experiente ou então basear-se na sintomatologia do paciente.

Aparentemente as crianças são mais suscetíveis aos efeitos lesivos, sendo que qualquer que seja a toxina, os sintomas sempre iniciam-se por reações gastrointestinais. Um fator importante para um diagnóstico, é o tempo de latência que é o intervalo entre a ingestão do cogumelo e aparecimento da sintomatologia. Se o tempo de latência for inferior a duas horas(tempo de latência curto), indica intoxicação de prognóstico favorável, se for superior a seis horas(tempo de latência longo), indica que a intoxicação é grave.

- Intoxicação por tempo de latência curto:

Síndrome gastrointestinal

Síndrome alucinógena

Síndrome muscarínica

Síndrome panterínica

Síndrome copriniana

- Intoxicação por tempo de latência longo:

Síndrome faloidiana

Síndrome giromitriana

Síndrome cortinariana

ALGUMAS PLANTAS LUCINÓGENAS

ABSINTO

O absinto (Artemisia absinthum - Família Absteraceae) é uma planta herbácea, perene, de gosto amargo e odor forte peculiar, possui folhas pinadas, pubescentes, de coloração esverdeada, flores tubulosas. É geralmente utilizado como bebida alcoólica, contendo dois princípios de natureza glicosídica, um óleo essencial de cor verde intensa, aromática e de sabor pungente acre. No óleo é encontrado um princípio tóxico importante, a tujona.

O manuseio das flores pode produzir efeitos erupções cutâneas em pessoas sensíveis. A tujona é considerada estimulante neurológico, seu consumo excessivo pode provocar hiperexcitabilidade, inquietude, agitação psicomotora, alterações sensoriais e psíquicas. Pode provocar ainda tremores, fraqueza muscular, delírios, convulsões, através do consumo crônico.

 

 

COCA

A coca (Erythroxylum coca - Família Erythrxylaceae), é um arbusto que cresce em regiões tropicais e subtropicais de clima úmido, encontrada principalmente nos Andes, Bolívia e México. Atinge cerca de 1,5 m de altura, folhas pequenas de tamanho inferior a 5 cm. Existe uma outra espécie (Erythroxylum novogranatense) encontrado nas regiões montanhosas da Colômbia, norte do Peru e do Caribe, as folhas são verdes escuras, ovaladas, de ápice agudo odor delicado e sabor amargo.

As folhas de coca são utilizadas de várias formas, são geralmente mascadas, picadas, socadas ou misturadas a diversos materiais. A cocaína é geralmente inalada ou aspirada como rapé, o pó é colocado em linhas sobre uma superfície lisa e dura (por exemplo um espelho). Os efeitos euforizantes são de curta duração e seguidos de uma desagradável sensação de mal estar, então o usuário continua aspirando as diversas linhas por dias. A base livre ou crack e a pasta (produtos intermediários da extração) geralmente são fumadas sob a forma de cigarros e às vezes misturadas com tabaco e maconha. As folhas de coca possuem concentrações variáveis de cocaína que é em torno de 1%, cocaína é a benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzóico e uma base nitrogenada, a metilecgonina. A produção é feita colocando as folhas em tambores contendo álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros solventes. A cocaína é muito bem absorvida por via nasal, onde os efeitos psíquicos aparecem 15 a 30 minutos após a insuflação, por via oral também é boa mas demorada.

Os efeitos da cocaína manifestam-se em três fases:

1ª Fase

É chamada de estimulação precoce, caracterizada por euforia, hiperatividade, logorréia, inquietude, irritabilidade e distúrbios físicos, incluindo cefaléia, náuseas, vômitos, podendo ocorrer também taquicardia, hipertensão arterial, aumento da freqüência cardíaca, aumento da temperatura corporal, palidez da pele. Ainda nesta fase podem ser observados tiques, alucinações, bruxismo e quadros psicóticos.

 

 

2ª Fase

Evidencia-se tremores, hiperreflexia e convulsões tônico clônicas com comprometimento da consciência, hipertensão arterial e taquicardia, com distúrbios respiratórios marcantes com dispneia e cianose seguidas por edema agudo pulmonar e insuficiência respiratória.

3ª Fase

Essa é a fase da depressão, observada em situações mais graves, caracterizada por hiporreflexia, coma, paralisias musculares, depressão respiratória, cardíaca. Pode ocorrer o óbito na fase estimulatória tardia ou na depressiva.

 

COHOBA

A Cohoba ou paricá ou caboba, (Piptadenia peregrina), é uma árvore que possui o porte grande, chegando algumas a atingirem 25 m de altura, encontrada na Colômbia, Venezuela, Guianas e Norte do Brasil. As sementes eram utilizadas pelos índios para fins alucinógenos e provocar insensibilidade a dor, usada hoje como droga de abuso por determinados grupos.

Para o uso, a semente é torrada, seca ao sol e triturada, o pó é aspirado como rapé usando-se um tubo em forma de Y, onde é introduzido nas narinas. Seus efeitos são alucinações, incoordenação motora, fala trêmula, euforia, distúrbios sensoriais, alguns efeitos podem persistir como cefaléia, insônia e inquietude.

O tratamento pode ser feito através de uma supervisão do paciente e em casos mais graves o tratamento é sintomático e de suporte.

 

DAMA DA NOITE (Cestrum nocturnum - Família Solanaceae)

Chamada também de jasmim verde, é um arbusto, podendo atingir até 4m de altura, possui ramos sinuosos, pendentes, com folhas de pecíolos longos, inflorescências terminais ou axilares, flores sésseis, cálice campanulado, corola esverdeada ou amarela, com aroma muito agradável.

A intoxicação se dá por ingestão de folhas ou frutos, ocorrendo sintomas como náuseas, vômitos, distúrbios de comportamento, alucinações, midríase e secura de mucosas. Na intoxicação por ingestão deve-se fazer a lavagem gástrica e em relação sobre os distúrbios neurológicos pode-se aplicar diazepínicos.

ALGUNS VEGETAIS BELADONADOS

Os vegetais beladonados possuem princípios ativos com propriedades anticolinérgicas, eram utilizadas na antigüidade para várias finalidades, aproximadamente existem 85 espécies difundidas nas Américas contendo dois gêneros mais importantes; o Datura e Solanum.

Saia Branca (Datura suaveolens - Família Solanaceae

Doce amarga (Solanum dulcamara - Família Solanaceae)

Erva moura (Solanum nigrum - Família Solanaceae)

Figueira do inferno (Datura stramonium - Família Solanaceae)

Peloteira (Solanum pseudocapsicum - Faília Solanaceae)

Toé (Datura insignis - Família Solanaceae)

Trombeteira roxa (Datura metel - Família Solanaceae)

 

OS VEGETAIS CIANOGÊNICOS

Mandioca brava (Manihot utilissima - Família Eupforbiaceae)

A mandioca brava é um vegetal cianogênico; que são espécies que mesmo pertencendo a mesma família e gêneros diferentes apresentam em comum glicosídios capazes de liberar ácido cianídrico. A mandioca brava possui alguns nomes populares como mandioca amarga, manipeba, mandioca puri, mandioca branca. As sua propriedades tóxicas sofrem influência por vários fatores, sendo morfologicamente de difícil distinção entre as variedades tóxicas e atóxicas.

Podem atingir cerca de 2 m de altura, suas raízes carnosas são usadas como alimento, o que causa muitas intoxicações por pessoas não esclarecidas, seu caule e ramos são nodosos, de coloração avermelhada apresentando cicatrizes salientes(vestígios de folhas antigas), as folhas são verdes ou vermelho arroxeadas, são alternas, palmadas, circulares com lobulação, pecíolo discreto. Seu fruto é uma noz, semelhante a mamona.

O princípio tóxico da mandioca é encontrado em toda a planta, porém é mais concentrado nas folhas e na entrecasca e no seu látex leitoso, a casca da raiz contêm de 5 a 10 vezes mais agentes tóxicos do que a polpa. Aparentemente o teor de glicosídeo e ácido cianídrico parece depender da idade da planta, altitude, natureza do solo, condições climáticas etc.

A maniotoxina, era considerado como princípio ativo, e posteriormente foi identificado como um glicosídeo cianogênico, a linamarina (glicosídeo de acetoncianidrina). A linamarina é termolábil e volátil, desse modo, o seu cozimento por fervura ao fogo direto e os processos de fabricação da farinha ou derivados são suficientes para eliminá-la, ainda assim, existe dúvida em relação a raiz, pois o teor de glicosídeos é muito grande e mesmo fervendo pode oferecer perigo.

Os sintomas pela ingestão da mandioca brava ocorrem manifestações gastrointestinais, seguidas de vômitos, náuseas, cólicas abdominais, diarréia, sonolência, irritação da mucosa respiratória, aparecem também distúrbios neurológicos como torpor e coma, convulsões, midríase.

O tratamento de acordo com Chen e Rose, feito o diagnóstico da intoxicação, administra-se nitritos ao paciente com função de formar a metemoglobina, que combina-se com o cianeto formando cianometemoglobina que é praticamente atóxica. Como os nitritos são hipotensores, o controle da pressão arterial é preciso. O esvaziamento gástrico só é feito após o paciente demonstrar melhora, o tratamento exige também por medidas sintomáticas e de suporte e o tetracemato dicobáltico tem uma melhor eficácia no tratamento da intoxicação.

Temos outros vegetais cianogênicos como o feijão trepador, Apricot, Maçã, Pêssego.

 

ALGUNS VEGETAIS COM INTERESSE TOXICOLÓGICO

ALAMANDA (Allamanda cathartica - Família Apocynaceae)

É uma planta muito usada no paisagismo, encontrada no Brasil todo, é uma planta trepadeira com folhas verticiladas, ovais ou oblongas, flores campanuladas de coloração amarela ou alaranjada, o fruto é uma cápsula bivalva contendo algumas sementes.

Todas as partes da planta são tóxicas, inclusive o látex resinoso, se for ingerida causa distúrbios gastrointestinais, náuseas, cólicas abdominais, vômitos e diarréia.

O tratamento pode ser feito através de lavagem gástrica, que deve ser feito com cuidado devido as propriedades cáusticas.

AROEIRA BRAVA (Lithraea malleoides - Família Anacardiaceae)

É uma árvore que pode atingir até 7 m de altura, possui caule tortuoso de casca fina rico em tanino, é empregada na construção civil e como agente tintorial. As folhas, o lenho e a casca, possuem um princípio ativo hipersensibilizante.

Se uma pessoa entrar em contato com qualquer parte da planta ou a simples permanência perto da árvore, pode ocasionar uma dermatite caracterizada por eritema, pápulas, vesículas, bolhas.

Essa dermatite a distância, é explicada pela volatização do princípio ativo misturado com os óleos voláteis da planta. O tratamento pode ser feito através de aplicações de anti-histamínicos, corticóides e analgésicos.

ARREBENTA CAVALO (Solanum aculeatissimum - Família Solanaceae)

Possui outros nomes populares como, arrebenta boi, melancia de praia, juá. É uma erva sublenhosa, atinge cerca de 50 cm de altura, o caule possui espinhos retos e amarelados, folhas grandes lobadas, com espinhos grandes nos pecíolos e nas nervuras principais. As flores se agrupam em pequenos grupos formando uma figura estrelada, cálice espinhoso e corola esbranquiçada. O fruto é esférico, pálido e marcado com traços verde escuros quando imaturos, depois de maduros tem a cor amarelada ou cor de zarcão claro, as sementes são numerosas. O perigo é quando o fruto está seco, pois tem a casca suculenta muito doce, e as crianças acabam por se intoxicar.

O princípio tóxico é encontrado nas sementes, aparentemente é uma solanina de ação irritante, semelhante as saponinas. As intoxicações são mais observadas em crianças, que apresentam distúrbios gastrointestinais como vômitos e cólicas abdominais. O tratamento é sintomático, o emprego de espamódicos geralmente é suficiente.

AZEDINHA (Oxalis repens - Família Oxalidaceae)

Planta comum que possui vários nomes como trevo azêdo, trevo dágua, três corações. Sua folhas e frutos apresentam um gosto azêdo e ácido devido a presença de oxalato de potássio. A intoxicação só ocorre quando se ingere quantidades grandes do vegetal. O ácido oxálico evidencia-se como uma ação cáustica sobre todo o trato intestinal. Os sintomas notados pela intoxicação são náuseas, dor retroesternal, vômitos, diarréias, o abdômen pode apresentar-se volumoso devido a fermentação do vegetal não digerido. E nos casos mais graves ocorrem cefaléia, sonolência, torpor, coma ou convulsões.

O tratamento se faz através de lavagens gástricas e medidas provocadoras de vômitos, os distúrbios gastrointestinais são tratados sintomaticamente com administração de demulcentes (leite, clara de ovo, óleo de oliva), antiespasmódicos.

 

CAJU (Anacardium occidentale - Família Anacardiaceae)

Planta muito conhecida e utilizada por muitos, sua propriedade toxicológica encontra-se na casca da semente ou no líber que provoca efeitos irritantes. A toxicidade deve-se a uma substância oleosa chamada cardol.

A mastigação ou ingestão da castanha crua, provoca uma sintomatologia digestiva intensa, que se caracteriza por dores em queimação na boca, região retroesternal ou gástrica, edema de lábios, língua e gengivas, disfagia, vômitos. A castanha assada é inócua. O tratamento é sintomático, lesões na pele ou mucosas são tratadas com soluções antissépticas e demulcentes, e às vezes anti-histamínicos.

 

CAMARÁ (lantana camara - Família Verbenaceae)

É uma planta comum em jardins, usada para montar cercas vivas, possui outros nomes como cambará, lantana espinhosa, cambará verdadeiro. É um pequeno arbusto com caule ramificado até a raiz formando muitos galhos cruzados, possui pequenos espinhos nos ramos, folhas ovais, ásperas, cheiro semelhante ao da erva cidreira, inflorescências em capítulos, flores vermelhas ou amarelas.

Os sintomas aparecem algumas horas depois de ingerida, provocando náuseas, diarréia, fraqueza, letargia, respiração lenta e difícil, fotofobia, ataxia, hiporreflexia e coma. Foram relatados casos de óbito. O tratamento deve ser feito através de lavagem gástrica utilizando-se sonda com calibre suficiente para passagem de fragmentos grossos. Deve-se mantêr o equilíbrio hidroeletrolítico adequado e assistência respiratória constante.

CAVALINHA (Equisetum pyramidale - Família Equisetaceae)

A cavalinha, ou cauda de raposa ou cauda de cavalo, é uma planta encontrada nos brejos, atingindo cerca de 1,5 m de altura possui um caule reto e fistuloso, ramos ascendentes, numerosos, verticilados, com 7 a 9 ângulos cada vez mais curtos para a extremidade superior, folhas estreitas.

É uma planta que intoxica principalmente animais, onde ocorre intoxicação crônica caracterizada por deficiência em tiamina, provavelmente por ação de um glicosídeo, a articulina. No ser humano, não foi relatado nenhum relato. Em casos raros de ingestão por seres humanos, ocorreram apenas cólicas, distensão abdominal e diarréia. Medidas de esvaziamentos gástricos são recomendáveis para o paciente.

COMIGO NINGUÉM PODE (Dieffenbachia picta - Família Araceae)

É uma planta muito cultivada por nós, geralmente cultiva-se dentro de vasos em casa, possui espesso caule ereto, folhas grandes, oblongas, vistosas, pecioladas, verde escuras, com manchas esbranquiçadas.

A sua toxicidade decorre de ráfides de oxalato de cálcio existentes no caule, folhas e látex, que agiriam por uma ação mecânica irritativa.

A ingestão de qualquer parte da planta ou somente mastiga-la, manifesta-se irritação de mucosa, edema de lábios, língua, palato com dor em queimação, sialorréia, cólicas abdominais náuseas e vômitos. Em decorrência do grande edema, a vítima fica impossibilitada de falar, ocorre afonia devido ao edema de faringe ou das cordas vocais. O contato dos olhos com o suco leitoso, provoca irritação intensa, edema, fotofobia, lacrimejamento.

O tratamento deve ser feito uma lavagem gástrica, aplicar medidas provocadoras de vômitos. Administração de demulcentes como leite, clara de ovos, óleo de oliva, antiespasmódicos e analgésicos.

COROA DE CRISTO (Euphorbia milii - Família Euphorbiaceae)

Planta usada comumente para montar cercas vivas e muito utilizada no Brasil, apresenta grande número de espátulas rígidas e pontiagudas e pequenas flores de cor vermelha, produz seiva abundante e leitosa.

Seu látex é irritante ou cáustico, os efeitos dependem do tipo de exposição, como contato com a pele do látex ou dos espinhos, o que vai causar lesões irritativas que vão desde um simples eritema até vesículas e posterior formação de pústulas. A ingestão ou mastigação de qualquer parte da planta, ocasiona lesão irritativa da mucosa bucal com edema de lábios e língua, sialorréia, disfagia, náuseas e vômitos.

O contato com os olhos ocasiona processos inflamatórios como conjuntivites e em casos mais graves, lesões da córnea com perda parcial ou total da visão.

O tratamento vai depender do tipo de intoxicação, se for na pele, requerem-se apenas cuidados higiênicos para evitar infecções secundárias. Em casos de ingestão, o esvaziamento gástrico se faz necessário, o contato com os olhos deve-se lavar em água corrente, uso de colírios, corticosteróides e anti-histamínicos.

CURARE (Strychnos toxifera - Família Loganiaceae)

O curare era utilizado por tribos indígenas e usado para caça, utilizando o veneno na ponta das flexas. O curare é uma substância resinosa, preta ou vermelho escura, ou pardo escura de sabor amargo. Admite-se a existência de diversos tipos de curare conforme a origem e modo de extração.

A intoxicação só é observada quando se ingere quantidades muito grandes, sendo a paralisia, a principal manifestação. O tratamento é feito através de uma assistência respiratória bem efeutada.

ESPIRRADEIRA (Nerium oleander - Família Apocynaceae)

É uma planta herbácea que atinge de 2m a 4m de altura, possui o caule cilíndrico com ramos cinzentos acastanhados, folhas opostas, pecioladas, lanceoladas, inflorescências terminais, flores geralmente rosadas, corola grande e vistosa.

Todas as suas partes são tóxicas, contendo princípios tóxicos como cardioativos, oleandrina, nerioside, folineurina. A rosagenina que é extraída da casca, é considerada extremamente tóxica de propriedades semelhantes às da estricnina, foram evidenciados também óleos voláteis, vitamina C e glicosídeos cianogênicos.

A intoxicação pode ocorrer pela ingestão de água contaminada com flores ou folhas ou chupar a flor pelo cabo. Alguns sintomas aparecem como por exemplo distúrbios gastrointestinais, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréias. Pode ocorrer o óbito por parada cardíaca.

O tratamento deve ser feito usando-se antiespasmódicos, antieméticos, protetores de mucosa e adsorventes intestinais, deve ser feito a lavagem gástrica. Em contaminações oculares, recomenda-se lavar os olhos em água corrente, colírios antissépticos, analgésicos e encaminhamento do paciente ao oftalmologista.

EUCALIPTO (Eucalyptus globulus - Família Myrtaceae)

Árvore de grande porte, atingindo mais de 15 m de altura, usada para fins industriais, possui folhas opostas, sem estípulas interpeciolares, as folhas secas tem um odor característicos e sabor amargo.

As folhas principalmente, possui óleos essenciais (misturas de eucaliptol ou cineol) e terpineol, álcoois, aldeídos e terpenos, sendo que o eucaliptol é o princípio ativo responsável pelos possíveis efeitos lesivos.

Quando se mastiga a folha, fica um sabor amargo produzindo uma sensação de calor ou queimação na boca. A ingestão excessiva de óleo essencial pode ocasionar irritação gastrointestinal provocando náuseas, vômitos, diarréia, cólicas abdominais, tontura, fraqueza, delírios. O seu manuseio pode acarretar reações alérgicas com urticária e erupções cutâneas.

FUMO (Nicotiana tabacum - Família Solanaceae)

O fumo é uma planta herbácea que pode atingir cerca de 3m de altura, possui folhas ovaladas, elípticas ou lanceoladas, flores agregadas nas extremidades dos ramos formando inflorescências, apresentando cálice cilíndrico, corola esverdeada ou rósea, fruto de forma variável.

Todas as partes do vegetal contêm nicotina, que pode ser absorvido pelo organismo pela ingestão, inalação da fumaça, mascado, inalado como rapé, etc. A concentração de nicotina em um cigarro varia de 1% até 5%, na fumaça varia muito também. Greenberg e cols., em 1952, fizeram observações sobre o conteúdo em nicotina de cigarros e charutos, observaram que na fumaça do tabaco seco tinha porcentagem bem maior que o tabaco úmido. O alcalóide é encontrado em forma pura ou então como componente de glicosídios, sendo os mais importantes a tabacicina e a tabacina, quando puro, apresenta-se na forma de um líquido volátil e incolor que escurece quando exposto ao ar e de sabor pungente acre.

É absorvido rapidamente pela mucosa bucal, gástrica, conjuntival, vaginal e retal e excretado pela urina. Não se conhece a dose letal, mas admite-se que 2 a 4 gotas de nicotina pura são suficientes para matar um adulto, 10mg pode ser fatal para uma criança.

O tratamento para intoxicação por nicotina se for grave, é obrigatório a internação do paciente na unidade de terapia intensiva (UTI), onde deve-se ficar atento aos distúrbios respiratórios.

HERA (Hedera helix - Família Araliaceae)

Planta muito utilizada para decorar ambientes residenciais, no chão pode estender-se cobrindo-o todo com sua densa folhagem, ou é encontrado preso aos muros e árvores através de raízes adventícias. Possui folhas alternas, lustrosas, verde escuras ou apresentando manchas branco acinzentada, flores pequenas, verde amareladas e o fruto é uma baga preta.

É uma planta que produz saponinas, substâncias que tem efeitos irritantes produzindo lesões celulares e modificação da permeabilidade celular. A absorção intestinal é lenta e difícil caracterizada por hemólise eritrocitária.

Se uma pessoa ingerir a hera, pode acarretar vários sintomas como cólicas, sialorréias, náuseas, vômitos, diarréia. Podem ocorrer desidratações. O tratamento se faz através administração de demulcentes e antiespasmódicos, lavagem gástrica que deve ser feita com cuidado e a hemólise é tratada com transfusões de sangue.

JEQUIRITI (Abrus precatorius - Subfamília Papilionateae)

Planta que possui vários nomes populares como jequiriti, olho de pombo, olho de cabra, tento dos mudos, tento das américas, arvoeiro, carolida miúda, jefingo, ruti. É uma planta trepadeira de regiões litorâneas, cresce em todo o Brasil e floresce em Fevereiro, possui folhas alternas, pequenas, as sementes são ovóides com 3 a 8mm. Tem a cor vermelho com um olho preto no hilo, existindo outras variedades com sementes pretas e olho branco e vice e versa.

As sementes possuem albumina tóxica, a abrina e um ácido aminado, o N-metiltriptofano, ácido ábrico, glicirrizina e enzima lipolítica. A semente quando imatura e com o envoltório mais fino e mole, por isso mais facilmente digerida, é considerada mais tóxica, adminite-se que a toxidez aumente com o calor.

Os sintomas aparecem depois de algumas horas ou vários dias, sendo náuseas vômitos, cólicas abdominais, diarréias. Os distúrbios gastrointesinais provocam desidratações, seguidas de convulsões, choque e óbito. Foram descritos casos de óbitos em crianças com a ingestão de apenas uma semente.

O tratamento deve ser feito utilizando-se uma lavagem gástrica, uso de antiespasmódicos e antieméticos, usa-se soluções glicosadas e salinas para o tratamento da desidratação.

JOIO (Lolium temulentum - Família Graminae)

É um capim comum, onde costuma aparecer em outras plantas cultivadas, as sementes quando maduras parecem grãos de trigo, as folhas são lanceoladas e as inflorescências espigadas.

Em suas sementes encontram-se a temulina que é um alcalóide responsável pela sua toxicidade, é admitido também que o princípio tóxico seja provocado por fungos. A intoxicação pode ocorrer quando se misturam os grãos de joio com os de trigo, cevada ou centeio, o que vai acarretar uma intoxicação por ingestão, os sintomas são náuseas, vômitos, distúrbios neurológicos (cefaléia, tonturas, vertigens, sonolência, torpor e coma, convulsões, distúrbios visuais). Para esse tipo de intoxicação, não existe um tratamento específico, em um tratamento sintomático pode-se aplicar antieméticos e anticonvulsionantes.

JOÁ (Solanum sisymbriofolium - Família Solanaceae)

Planta conhecida popularmente como juá, joá, juá amarelo, arrebenta cavalo. É uma erva semiarbustiva, que atinge 1m de altura, possui folhas solitárias com espinhos nos pecíolos e nervuras principais, inflorescências terminais, cálice espinhoso, corola branca pouco lobada. Fruto vermelho amarelado, encontrado em todo o Brasil.

A intoxicação ocorre por ingestão que vai causar vômitos, cólicas abdominais e diarréia. Crianças que ingerem um grande número de frutos, pode ocorrer uma obstrução intestinal, a criança apresenta vômitos freqüêntes e dores abdominais, abdomên estendido. Pode-se fazer o esvaziamento gástrico desde que se atenda o paciente intoxicado há pouco tempo, e a lavagem intestinal é usada nos casos de obstrução.

MAMONA (Ricinus communis - Família Euphorbiaceae)

Planta comum no Brasil e encontrada nos terrenos baldios, pode ser chamada também de mamoneiro, carrapateiro, palma cristi. É um arbusto com 2m de altura, possuindo caule nodoso, ramificado, de coloração verde avermelhada ou vermelho escura, lenho brando e alvo, folhas alternas, palmatiformes, longamente pecioladas, verdes ou vermelho escuras, inflorescências terminais ou axilares, alternas, parecendo feixes de filetes reunidos. Seu fruto tem a forma de uma noz redonda, geralmente espinhosa, com 3 lojas onde se encontram a semente que é quase oval, brilhante, acinzentada e que contêm uma carúncula e amêndoa muito oleaginosa. Os frutos são indeiscentes ou seja, quando maduros estalam lançando as sementes.

As sementes da mamona contêm uma toxicoalbumina, a ricina e um corpo cristalino nitrogenado chamado ricinina. Na sua polpa também são encontrados glicoproteínas alergizantes que podem provocar dermatite alérgica, rinite e asma, o óleo de mamona não contêm ricina, ficando esta retida na torta.

1mg/Kg de ricina, pode ser letal para animais, e 0,06 a 0,18mg pode ser letal para um homem de 60 Kg, foram descritos óbitos pela ingestão de uma semente em crianças e duas sementes em adulto.

Os sintomas aparentes podem ser náuseas e queimação na garganta, vômitos, diarréia e cólicas abdominais, hipotermia, taquicardia, oligúria, sonolência, torpor e coma.O fator alergênico da semente é considerado um dos mais fortes, e quando inalado provoca reações variadas, que podem ser coriza alérgica, conjuntivite e asma brônquica. Na cidade de Bauru, SP ocorreu uma epidemia de distúrbios respiratórios asmatiformes devido a poluição atmosférica por resíduos de mamona liberados por uma fábrica de óleo, ficou conhecida como "asma de Bauru".

O tratamento quando ocorre ingestão da planta, deve ser feito a lavagem gástrica, usa-se também antiespasmódicos, antieméticos e antidiarréicos. As lesões cutâneas alérgicas devem ser tratadas com soluções antissepticas e esperar o término da exposição, pode-se usar também antihistamínicos.

FLOR DE PAPAGAIO (Euphorbia pulcherrima Família Euphorbiaceae)

Planta muito usada em jardins e praças, tem um aspecto muito bonito, possui folhas verdes escuras, e uma inflorescência pequena com brácteas que podem ser vermelhas ou amarelas.

Seu látex é irritante ou cáustico, os efeitos dependem do tipo de exposição, como contato com a pele do látex , o que vai causar lesões irritativas que vão desde um simples eritema até vesículas e posterior formação de pústulas. A ingestão ou mastigação de qualquer parte da planta, ocasiona lesão irritativa da mucosa bucal com edema de lábios e língua, sialorréia, disfagia, náuseas e vômitos.

O contato com os olhos ocasiona processos inflamatórios como conjuntivites e em casos mais graves, lesões da córnea com perda parcial ou total da visão.

O tratamento vai depender do tipo de intoxicação, se for na pele, requerem-se apenas cuidados higiênicos para evitar infecções secundárias. Em casos de ingestão, o esvaziamento gástrico se faz necessário, o contato com os olhos deve-se lavar em água corrente, uso de colírios, corticosteróides e anti-histamínicos.